18 de setembro de 2009

Nome embaraçoso, banda genial

The Pains Of Being Pure At Heart é um quarteto nova-iorquino composto pelo guitarrista Kip Berman, o baterista Kurt Felman, o baixista Alex Naidus e a tecladista Peggy Wang. Ainda que seu nome induza a massa ao erro, o emocional hardcore não passa muito perto daqui. Provavelmente, o leitor indie – se já não a conhece – chegaria mais perto. Ao invés de emo, The Pains Of Being Pure At Heart vai se aproximar de um primo não muito distante: o twee pop. Sem chegar a ser exatamente isso. Na real, a banda mistura de forma melódica e vivaz traços das bandas C86 (e pós-C86), numa amálgama twee e noise pop. Trocando em miúdos, The Pains Of Being Pure At Heart seria o resultado de um encontro entre The Jesus and Mary Chain e The Field Mice.

No debut homônimo lançado em fevereiro, o que se encontra entre harmonias pop e distorções ruidosas são aquela velha melancolia, amargura e sentimento de inadequação comuns ao estilo, mas, que, ainda que carregue consigo algum candor (ou bastante...), toda delicadeza vem com a perspicácia de quem já aprendeu a ser crítico e irônico sobre os dramas de sua vida pós-adolescente.

Sejam suas fórmulas ligeiramente repetitivas ou não, o POBPAH já fez não só um dos melhores álbuns de estreia e de noise pop/shoegaze do ano, como é consistente o suficiente para figurar entre as melhores bandas indies dessa segunda metade da década que termina.

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01 Contender 02 Come Saturday 03 Young Adult Friction 04 This Love Is Fucking Right 05 The Tenure Itch 06 Stay Alive 07 Everything With You 08 A Teenager In Love 09 Hey Paul 10 Gentle Sons

Lançado: Fevereiro de 2009

Origem: Nova York

Idioma: Inglês

Estilo: Noise pop / Indie pop

Para quem gosta de: The Jesus & Mary Chain / Glasvegas / The Field Mice

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6 comentários:

luciana lopes disse...

uma das minhas bandas favoritas a uns dois meses.

=)

Anônimo disse...

É legalzinha :P

theo disse...

Poxa, gostei bastante da resenha.
Concordo total que o The Pains... é uma das melhores bandas indies (por falta de um adjetivo mais adequado) do final dessa década.
Pra falar nisso, acho tão engraçado que, quando surge uma banda que não tem uma definição concreta dentro de um gênero, jogam logo pro indie. Se tem uma guitarra, nem pensam.

clara barreto disse...

Galera, aproveite mais o Nome/URL. É definitivamente uma espécie de anônimo mais divertida. Cadê a Melissa Cadore? rs É bom para responder vocês, se for o caso, mas a parte mais legal é te marcar de alguma forma por aqui. Fica a dica. :P

@Theo, na verdade, a banda em si tem um termo adequado. Ou é noise pop ou shoegaze, por causa do tipo de distorção. Como eu tomo shoegaze como um som mais complexo, eu achei mais adequado o noise pop. Totalmente concordo com você, "indie" e "alternativo" coisas que não querem dizer nada ou que são vagas demais. Às vezes uso indie pop como sinônimo de crossover dos estilos de subcultura indie (normalmente influenciado pelo C86), mas gosto de colocar junto dele outro estilo que acho que mais se aproxima do som. Se o cara coloca alternativo e experimental ou indie e experimental juntos são coisas que não querem dizer nada específico, mas já entendo que ou o som é pretensioso demais ou chato ou difícil de digerir. Não gosto muito de rótulos generalizantes. Só vou colocar isso quando, como você disse, eu não arrumar nenhum mais adequado. Já falei aqui uma vez, eu adoro essas nerdices musicais. rs

theo disse...

Legal, Clara. :)
E, poxa, falar das fórmulas repetitivas foi muito inteligente de sua parte. Esse álbum me dá a impressão de que estou ouvindo uma música só. Muito, talvez, por causa da distorção que cria um ambiente muito comum a todas as canções.
Por exemplo, "Everything With You" é absolutamente igual a "Come Saturday" que é igual a "Contender". E isso não é ruim de forma alguma. Não no caso deles.

Enfim, "Hey Paul" sempre foi a melhor, pra mim.

clara barreto disse...

Tenho gostado mais de Stay Alive.

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