9 de janeiro de 2009
No céu ou no mar...
23:30 | Postado por
Gerundio
Experimentalistas, progressivos, massantes, chamem de que quiser, esses artistas sempre irão existir. Os que eu vou citar criaram algumas das melhores obras de artes músicais do ano passado.

Primeiro, vamos falar da polémica Peter, Bjorn and John, reis do indie pop, que destruíram muitos corações em 2006 com seu super-mega-hit Young Folks, que a rede Globo descobriu recentemente e adotou em uma de suas novelas. Esqueçam o Peter, Bjorn and John que vocês conheciam, por que eles morreram, ou estão hibernando lá na Suécia. Ascendendo das cinzas surge um novo Peter, Bjorn and John, experimentalista, instrumental, com nada, absolutamente nada de pop.
O Seaside Rock, lançado no ano passado é uma vertigem para quem conhecia a banda, para novos críticos que apreciam o experimentalismo é mais como um amadurecimento, músicas praticamente sem vocais com tons de natureza, mar, vozes e diálogos soltos, fãs do novo Sigur Rös mais "felizinho", vão adorar e alguns outros fãs de Ambient vão dar total apoio a nova cara da banda. Apesar de ter visto o álbum como um álbum maravilhoso, acredito que o PBJ sairam do óbvio do pop global, para o óbvio do post-rock dos países frios.
Conclusão: o Seaside Rock foi um pulo, de um barco para outro barco no meio do oceano, ou um transsexualismo musical.

Vamos agora para um país mais quente, sem invernos muito frios, no hemisfério sul, o Brasil. Com um dos melhores lançamentos brasileiros em 2008, temos Sofia E A Curva do Céu do violonista Nelson Barreto e sua banda Amnese. Sofia e A Curva do Céu, representa um modo filosófico de ver o cinza do mundo, como o Seaside Rock, é uma obra muito mais experimentalista e intrumental do que vocais viciados em refrões. Também, como o PBJ, o Amnese começou no inglês, para voltar a sua língua original nessa nova obra.
A grande diferença entre os dois lançamentos que citei é que um pelo menos um pode contar com uma fama anterior para atrair as criticas, sem falar num público bem mais provável. Para o Amnese só sobra se alimentar da própria arte que de fato, é belíssima. Ao ouvir A Insignificância do Ser, não tem como não gostar do resto do álbum (óbviamente não foi feito pra agradar gregos e troianos, dúvido que muitos dos leitores apreciem).
O álbum Sofia e A Curva do Céu pode ser baixado gratuitamente no Last.fme em outros servidores, o que demonstra um interesse de divulgação do autor, não de comércio.

01. Inland Empire 02. Say Something (Mukiya) 03. Favour of The Season
04. Next Stop Bjursele 05. School of Kraut 06. Erik's Fishing Trip
07. Needles and Pills 08. Norrland Riviera 09. Barcelona 10. At The Seaside
Lançado: 2008
Origem: Suécia, Estolcomo
Idioma: Sueco
Estilo: Experimental, Post-Rock, Ambient
Tamanho: 55,24 MB
Rating:
Baixar01. O Dia Em Que Resolvi Sumir 02. O Egoista E A Fuga
03. O Andarilho (A Nona) 04. A Caminhada De Dionísio
05. Aonde Se Dobra O Céu
06. Sofia E O Verme Nos Jardins De Réia (A Décima) 07. A Insignificância do Ser
08. Cloto, Láquesis e Átropos 09. Ele Esta Morto! (A Morta)
10. O Acaso De sofia 11. O Monólogo Na Descida
Lançado: 2008
Origem: Campinas, São Paulo, Brasil
Idioma: Português
Estilo: Rock Progressivo, Post-Rock, Experimental
Tamanho: 76,4 MB
Rating:
Norrlands Riviera - Peter, Bjorn and John
O Dia Em Que Resolvi Sumir - Amnese
Peter, Bjorn and John: MySpace / Oficial / Last.fm
Amnese: MySpace / Last.fm / Trama
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14 comentários:
Gostei do texto.
Terminei de ajeitá-lo agora.
Sempre gostei de Peter Bjorn and John. Gostava antes, gosto agora e provavelmente vou continuar a gostar por muito tempo. =)
Então, tive uma surpresa com esse álbum. Acho também que todo mundo teve quando ouviu.
Achei interessante o rótulo de Experimental, Post rock e Ambient. Apesar de gostar muito desses gêneros, eu preferiria que eles tivessem continuado no indie pop, ao invés de fazer essa mudança tão brusca, esse transsexualismo musical, como bem colocou o Gerundio.
Ainda acho que alguns poucos resquícios de Writer’s Block passaram pra cá de fininho. Alguns elementos ainda continuam vivos, mesmo que (muito bem) disfarçados. Se eu não soubesse de que banda se trata, eu nunca perceberia que era o Peter Bjorn and John. Parece que eles realmente se tornaram uma banda leste-européia, aderindo ao gênero mais queridinho do povinho “cult”. Gostei do fato de eles terem se tornado uma banda instrumental, apesar de que eu gostaria de ver o vocal apenas umas vezes mais. Mas eu acho que eles gostaram da coisa.
Não achei muito óbvia assim a sua comparação com o “novo” Sigur Rós, mas, com certeza, quem aprecia post rock, vai gostar muito disso aqui.
E, talvez por causa da capa, ou talvez por causa dos sons ao fundo, ou por causa do título, Seaside Rock me transporta para uma pesca num mar finlandês calmo e nebuloso (não me pergunte por que na Finlandia!), eu usando um capote marrom enorme, galochas de plástica amarelas, um chapéu também amarelo, um cachecol grande azul e luvas de borracha.
Medúlla (Bjork) e Seaside Rock são dois álbuns que me deixam em sensível contato com a água, que me transportam para ambientes aquáticos. Só que Medúlla vai além: eu me sinto uma criatura submarina, ouvindo aos cânticos de louvor de uma deusa.
Ótimo trabalho!
Nota: eu nem sabia que eles tinham lançado um disco novo. Sabia que eles estavam trabalhando em material novo, mas achei que ia sair no começo de 2009. Sim, eu ainda me sinto em 2008.
Theo sempre escreve muito é empolgado nos comentários, sem querer ser chato Theo, mas pelo menos dessa vez você não citou Ney Matogrosso. risos
esqueci de falar do krautrock, mas deixa pra lá. School of kraut é a melhor segundo a minha opinião.
Eu adoro a empolgação do Theo. =] Acabei de baixar o disco por culpa dele. Eu ia deixar pra depois. Bem depois.
Me dê duas tags para conquistar minha indiferença: diga que uma coisa é "instrumental", diga que ela é "pós-rock". -_-
Mas já que eu não tenho tendências fundamentalistas pra porra nenhuma, bora lá... Depois eu digo o que achei. Ou não. =P
Ah, Gerundio, agora nem dava pra citar o Ney Matogrosso! Imagina os caras do PB & J usando glitter, cheios de plumas e colans dourados e extravagantes, cantando Young Folks. Não faz muito sentido. E, pelo que eu saiba, eles não tem tendências homossexuais.
E, hm, eu gostei do título da postagem, Gerúndio. Parabéns! :)
Nota: eu só me empolgo com algo quando eu conheço.
E, Eleanor, sou o seu avesso: duas tags que me conquistam são justamente post-rock e instrumental juntas. ;D
Outras que aguçam meus sentidos são eletro, trip-hop, glitter-rock.
Você tem um gosto estranhamente legal Theo.
Eu vou levar isso como elogio, rs.
As páginas de comments do ENM já viraram salas de bate-papo. Kibe zarro.
Pergunta: ENM é, propositalmente, uma alusão à NME?
Foi uma coincidência! xD Quem deu o nome do endereço foi uma amiga do Daniel num chat enorme no Messenger, quando começamos a arquitetar a idéia do blog. Pra ela nosso gosto musical é medonho e gastamos tempo demais debruçados sobre isso. rs =P Daí só pra ficar mais compacto e bonitinho, eu sugeri reduzir para ENM. De qualquer forma, a gente bem que gosta dessa coincidência, mesmo que nenhum de nós vá lá muito com a cara da NME. xD
Quem parece fazer uma referência proposital é o pessoal do O Inimigo [http://www.oinimigo.com/blog/]. Eles são daqui de Natal também. Diferente de nós, são "profissionais" e não espalham conteúdo ilegal pela net. =P
Obrigado pelo reconhecimento e apoio. Abraços
Nelson Barreto é ótimo. O Seaside tbm, apesar de dar a impressão de ser moldado sob medida aos fãs do Sigur Rós...e o texto é excelente!
Abraços
achei super infeliz a utilização que a Globo fez da música, botava pra tocar em cenas de briga e afins.
Baixando pra conferir essa fase non-mainstream.
Cheers.
www.incdownloads.wordpress.com
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